(Antiga Escola Teixeira Lopes)
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outubro 02, 2010

Símbolos da República

A bandeira nacional


No dia 5 de Outubro de 1910, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, proclamou-se a República. Saíram milhares de pessoas para a rua a festejar, a notícia espalhou-se rapidamente pelo país e a mudança tornou-se um facto consumado.
Uma mudança tão profunda justificava que se escolhesse outra bandeira nacional. Mas que cores se deviam usar? E que símbolos?
O governo não perdeu tempo e logo a 15 de Outubro reuniu um grupo de gente com grande prestígio para que elaborasse um projecto de bandeira. Desse grupo faziam parte: o pintor Columbano Bordalo Pinheiro; o jornalista João Chagas; o escritor Abel Acácio de Almeida Botelho; o capitão de artilharia José Afonso Pala e o primeiro-tenente da Marinha António Ladislau Parreira. Naturalmente inspiraram-se nas bandeiras dos centros republicanos e das sociedades secretas que tinham contribuído para o êxito da revolução.
1a Proposta de bandeira
 


Primeira proposta apresentada pelo grupo
Fonte: Museu da Presidência da República (http://www.museu.presidencia.pt/)
Para justificar os motivos da escolha (a bandeira actual) elaboraram um relatório. Os motivos apresentados, em resumo, baseavam-se no seguinte:  o vermelho "cor combativa e quente, é a cor da  conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre. Lembra o sangue e incita à vitória"; o verde "cor da esperança e do relâmpago, significa uma mudança representativa na vida do país"; a esfera armilar é o símbolo dos Descobrimentos Portugueses, a fase mais brilhante da nossa História, portanto deve aparecer na bandeira; o escudo com as quinas deve continuar na bandeira como homenagem à bravura e aos feitos dos portugueses que lutaram pela independência; a faixa com sete castelos também deve permanecer porque representa a independência nacional.
O Governo aceitou a proposta mas fez algumas alterações. A nova Bandeira Nacional foi aprovada pelo Governo a 29 de Novembro de 1910 e homologada pela Assembleia Constituinte a 11 de Junho de 1911.
Bandeira nacional
Bandeira Nacional
Outras propostas
A aprovação da Bandeira Nacional provocou grandes discussões e houve gente que imaginou outros modelos. Muitos desses modelos foram publicados em jornais, revistas, postais e num almanaque da época.
Guerra Junqueiro, por exemplo, apresentou uma proposta tendo como cores o azul e o branco. Dizia que não eram as cores do rei mas sim as cores da "alma nacional" e portanto não deviam ser abolidas.

Bandeira Guerra Junqueiro
Proposta apresentada por Guerra Junqueiro
Fonte: Museu da Presidência da República (http://www.museu.presidencia.pt/)

Outro proponente foi Joaquim Augusto Fernandes que apresentou um modelo justificando a escolha dos elementos muito detalhadamente. "Sobre fundo de candura (o branco) cinco traços de heroísmo e esperança (vermelho e verde). Em cima, junto à haste, o céu estrelado da nossa fantasia. A lua ostenta um sonho dourado, já realizado - a História de Portugal representada pela esfera armilar e pelo escudo. As dez estrelas mais pequenas são os dez cantos dos "Lusíadas". As quatro estrelas maiores representam a obra dos portugueses em África, na Ásia, na América e na Oceânia". 
Bandeira Joaquim Augusto Fernandes

Proposta apresentada por Joaquim Augusto Fernandes
Fonte: Museu da Presidência da República (http://www.museu.presidencia.pt/)

Além destas houve muitas outras foram propostas...

 
Bandeira António Arroio
Proposta apresentada por António Arroio
Fonte: Museu da Presidência da República (http://www.museu.presidencia.pt/)

Bandeira Jacinto Rosiers
Proposta apresentada por Jacinto Rosiers
Fonte: Museu da Presidência da República (http://www.museu.presidencia.pt/)

Bandeira António M Sousa
Proposta apresentada por António M. de Sousa
Fonte: Museu da Presidência da República (http://www.museu.presidencia.pt/)

outubro 05, 2009

5 de Outubro


Comemora-se em 5 de Outubro de 2010 o primeiro centenário da implantação da República em Portugal.

Considerando que a proclamação da República constituiu um momento importante da história nacional, tendo marcado profundamente a sociedade, as instituições e a cultura em Portugal, mas sobretudo a forma de relacionamento do Estado com os seus cidadãos, permitindo afirmar, em novas condições, os valores da dignidade da pessoa humana, da liberdade, da igualdade e da justiça, Sua Excelência o Presidente da República nomeou, sob proposta do Governo, uma Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, com a missão de preparar, organizar e coordenar as comemorações do primeiro centenário da implantação da República.

As comemorações do Centenário da República prosseguem uma extensão nacional, envolvendo as Regiões Autónomas e as autarquias locais, bem como as comunidades portuguesas no exterior, e servirão para evocar historicamente os acontecimentos de 1910 e honrar a memória daqueles que se entregaram à causa da República e da sua proclamação. Trata-se ainda de uma oportunidade para aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.

O Programa das Comemorações do Centenário da República integra um vasto conjunto de realizações organizadas em vários eixos programáticos, entre os quais o República nas Escolas.

República nas Escolas conta com o apoio do Ministério da Educação, do Parque Escolar, Rede de Bibliotecas Escolares, Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular e, em especial, o contributo do Plano Nacional de Leitura, nomeadamente através do sítio integrado no Portal do Centenário desenvolvido pela CNCCR com a Portugal Telecom através do Portal Sapo.

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